• Flora Quinhones

Comissão debate a coleta seletiva e a constituição de uma usina de compostagem no município

Na manhã desta sexta-feira (17), a comissão especial formada para acompanhar o processo licitatório para o serviço de coleta e destinação de resíduos sólidos em Santa Maria realizou mais uma reunião pública. Desta vez, a pauta discutida foi a constituição da coleta seletiva e de usinas de compostagem no município. A população que prestigiou o evento realizou perguntas aos técnicos do projeto da Usina de Compostagem realizado pelo Colégio Politécnico da Universidade Federal de Santa Maria que participaram da reunião.Os vereadores integrantes da comissão Givago Ribeiro (presidente), DanclarRossato/Professor Danclar (vice-presidente) e Ricardo Blattes (relator) participaram da reunião.



Para contribuir com a temática, a comissão recebeu três integrantes da UFSM. O professor do Colégio Politécnico da universidade e responsável pela usina de compostagem da escola, Mauricio Motta, apresentou o projeto, adotado desde 2012, e que trata os resíduos do Politécnico. Segundo o docente, o projeto conta com 16 professores, 10 bolsistas e atende seis cursos da instituição de ensino. Informou que a compostagem é um processo relativamente simples em que se deve controlar os nutrientes, a umidade e a temperatura do material orgânico utilizado. “Fazendo esse passo a passo, em torno de 100 a 120 dias, agente consegue que esse material se decomponha”.


A professora do Curso de Tecnologia em Gestão Ambiental, Suzimary Specht, explicou que o cidadão que separa os tipos de resíduos faz uma separação seletiva. “A coleta seletiva é de responsabilidade da prefeitura”. Conforme ela, a prefeitura pode fazer a coleta seletiva ou não. No caso de Santa Maria, não é realizada uma coleta seletiva. Suzimary esclareceu também que a reciclagem é feita somente pela indústria e afirmou que a compostagem pode ser feita de várias formas, inclusive em casas e apartamentos.




Já o engenheiro químico da PROINFRA/UFSM, Upiragibe Vinícius Pinheiro, relatou a experiência em logística que tem na participação do projeto da usina de compostagem do Colégio Politécnico. Ele explicou sobre a coleta solidária: “Cada dia são mais de 30 pontos, na segunda, quarta e quinta”. Informou também que nesse projeto, o colégio trabalha com três associações de Santa Maria.




As necessidades básicas para a implantação de uma coleta seletiva


Para a possível constituição de uma coleta seletiva no município, a professora Suzimary disse que, primeiramente, Santa Maria tem que ter infraestrutura. “Tem que ter, primeiro, associações aptas, licenciadas para receber esse material”. O segundo passo seria ter uma usina de compostagem e o terceiro, destinar os rejeitos ao aterro sanitário, segundo afirma a professora. A docente criticou o fato do município, atualmente, não realizar esse tipo de coleta e, por conseguinte, misturar os diversos tipos de resíduos. Defendeu que a educação ambiental é um processo contínuo e que deve ser encarado como uma questão de Estado e não de partido.“Isso tem que ser política pública municipal”.


No dia três de setembro, a comissão já havia tratado do tema em uma visita à usina de compostagem do Colégio Politécnico da UFSM. A reunião de hoje teve a transmissão, ao vivo, da TV Câmara e pode ser revista através do Canal Aberto 18.2 e do canal no YouTube: TV Câmara Santa Maria.




Texto: Mateus Azevedo

Foto: Karohelen Dias