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  • 2 de set. de 2022
  • 2 min de leitura

Reconhecida pela excelência acadêmica e qualidade de ensino, a Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) completa, neste dia 16 de agosto, 50 anos de existência. Para celebrar o cinquentenário o vereador Ricardo Blattes propôs uma moção de Congratulações para a instituição. A proposta foi aprovada pelo plenário e contou com a presença do diretor da universidade, Mauro Luiz Cervi, servidores e professores da instituição.

Como marca do aniversário, a instituição aderiu a um selo comemorativo, eleito pela

comunidade. A principal atividade do cinquentenário foi a campanha de arrecadação de alimentos Faça o Bem: Uma campanha em parceria com o Banco de Alimentos, que arrecadou 50 toneladas de mantimentos.


Em defesa, Blattes tratou sobre a importante representatividade que a Ulbra tem exercido em diversos Estados como uma instituição de ensino qualificado. Com nove campi universitários no Rio Grande do Sul e mais de 100 polos de educação a distância (EAD) distribuídos em todas as regiões brasileiras, a Ulbra assume como missão ser comunidade de aprendizagem eficaz e inovadora. Reforçou também, a disposição de a instituição participar de fóruns e conselhos em Santa Maria, contribuindo assim para o desenvolvimento da cidade.

"Os profissionais da Ulbra e a Ulbra se colocam a disposição de Santa Maria, então é de merecimento uma congratulação por parte da comunidade através de uma moção. Uma singela homenagem por esses 20 anos presentes e 50 anos de história. Vida longa a Ulbra, vida longa a educação em Santa Maria", felicitou Blattes.

Entrega da moção

No dia 03 de setembro, o vereador Ricardo Blattes esteve na Ulbra, na presença do Reitor Thomas Heimann, o Vice-reitor Adriano Chiarani, o Diretor Mauro Cervi e o Capelão Maximiliano Wolfgram para fazer a entrega da Moção de Congratulações em homenagem aos 50 anos da instituição.

Na oportunidade aproveitou para tratar sobre a participação da Ulbra no Comitê do Meio Ambiente e no fortalecimento do debate na cidade com a participação das universidades.

Sobre a Ulbra Santa Maria

A Ulbra iniciou sua história no ensino superior de Santa Maria em agosto de 2002, com a instalação de cinco cursos de graduação: Administração, Arquitetura e Urbanismo, Direito, Psicologia e Sistemas de Informação.

A potência do setor nessa região do Estado levou, após análise de demanda e tendências, à instalação de novos cursos a partir de 2005: Educação Física, Fisioterapia e Superior de Tecnologia em Estética e Cosmética.

A par de sua atuação na área do ensino (graduação e pós-graduação), a Ulbra Santa Maria tem desenvolvido pesquisas no campo da Gestão (pública e privada), Arquitetura e Urbanismo (desenvolvimento de habitação popular sustentável) e na Educação Física (ciência do movimento).

Sua interação com a comunidade se dá, notadamente, por projetos de extensão na área do Patrimônio Histórico e Cultural; Cidadania e Mediação; Psicologia Social; Desenvolvimento de Softwares e Ações Especiais com Terceira Idade (Fisioterapia, Estética, Educação Física).



 
 
 

Atualizado: 29 de ago. de 2022

A coleta seletiva de resíduos sólidos e as políticas sociais para catadores e catadoras foi tema do segundo bate-papo promovido pelo Comitê pelo Meio Ambiente. O acontecimento foi realizado na sede do Diário de Santa Maria e contou com a palestra de Alexandro Cardoso, catador e membro do MNCR e a professora Simoni Bochi Dorneles, do IFFAR. O encontro contou com a presença de 70 convidados, entre eles oito associações ligadas à temática.

Cardoso Destacou que a sociedade está muito atrasada em políticas públicas para a coleta seletiva e no trato dos catadores e catadoras e ainda deixou 3 lições para mudança de mentalidade da sociedade:


"Primeiro para os empresários, parem de vender os resíduos, revender resíduo é quase como tirar alimento da boca dos catadores. Coloque esse resídios em cima do seu carro com sua marca e leve até a cooperativa. Nós precisamos parar de ver tudo como lucro, tem que aprender a ver de outra perspectiva. Segundo, a prefeitura: não tem q ter o edital prefeitura! A coleta seletiva tem que ser feita pelas catadoras e catadores. Os catadores vão coletar de caminhão, até de disco voador se tiver um contrato que pague pelo serviço igual a uma empresa. É exatamente igual. A sociedade: fazer a separação do lixo. Para de financiar o mini lixão, o contêiner. Separe seu resídios, destine pro catador. A primeira cidade que contratou os catadores foi Santa Maria e nós precisamos voltar a isso!"

Já Simone Dorneles destaca que é necessário a sociedade participar da educação ambiental e o poder público investir nas pessoas que trabalham com a catação de recicláveis.

"Nós estamos fazendo uma movimento contrário, que é de não contribuir para essas ações que são tão necessárias para a sociedade. As associações de catadores possuem um conhecimento construído que é extremamente importante. Não podemos pensar que são pessoas que não tem conhecimento, pois são elas quem sabem o valor que cada resíduo pode agregar. Há uma potência que não está sendo vista, dessa organização e da formação desses agentes como cidadões que também conseguem transformar e que também são capazes de atuar em espaços públicos."

Veja todas as fotos em blattes.pt no facebook O QUE DISSERAM AS ENTIDADES

Alexandre Marin Ragagnin, procurador do Ministério Público do Trabalho

– Santa Maria é uma das poucas cidades que não tem convênio ou contratação com cooperativas ou associações de reciclagem. Nós, enquanto sociedade, precisamos pensar em formas de inclusão para proteção do meio ambiente e das famílias de catadores.

Guilherme Schneider, vice-presidente do Sindicado da Indústria da Construção Civil (Sinduscon)

– Toda obra necessita ter um termo de compromisso de gerenciamento de resíduos, como uma forma responsabilizarmos por essa geração e de saber para onde vai os resíduos gerados pelas obras.

Homero Bolsinha, ambientalista e integrante do grupo de trabalho Simbiose

– É necessário que tenhamos orgulho de viver em Santa Maria, que tenhamos uma proposta para a coleta seletiva, porque é uma vergonha não termos. Os catadores economizam para os cofres da prefeitura R$4,6 milhões por ano. Nós podemos resolver isso, de forma efetiva, mas basta querer resolver.

Marcus Vinicius Barbosa Nunes, da cooperativa de Resíduos Inservíveis Reciclados (CRIR)

– A parte ambiental é nossa vida, devemos entender que o catador não tem a obrigação de pensar em todos os âmbitos da reciclagem. Deve-se ter processos de inovação, para que eles vejam que vale a pena trabalhar ali, tirar o sustento da sua família. A reciclagem tem que ser feita por parte do ser humano, em casa, antes de chegar nos contêineres.

Margarete Vidal, recicladora da Associação dos selecionadores de Materiais Recicláveis (Asmar)

– Quando viemos falar sobre resíduos não falamos apenas sobre a Associação, mas com todos os catadores de Santa Maria. Não é só sobre a sobrevivência dos catadores, mas sim das famílias que estão por trás de nós. Ninguém nasceu para ser catador, mas somos levados a isto. Nós não somos problema, nós somos solução.

Ricardo Diaz, vice-presidente do Sindicado dos Logistas do Comércio (Sindilojas)

– A gente entende que é possível, que o comércio e os empresários são responsáveis e podem participar de todo esse processo. Nossas propostas viáveis seriam a criação de uma cooperativa municipal ou regional de resíduos sólidos e a educação e fiscalização que englobe escolas, empresas, indústrias e instituições públicas.

Marli Rigo, ex-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL)

– Acho que a falta de conhecimento, de colaboração [com os catadores] é pior do que a dificuldade econômica. A gente precisa começar essa cultura de cooperação dentro das nossas casas, separando dignamente o material. Vamos juntos fazer as coisas acontecerem pelo melhor e para as pessoas que tiram dali o sustento de suas famílias.

Teresinha Aires Domingues, coordenadora da Associação de Reciclagem Seletivo Esperança (Arsele)

– Não adianta ter um comitê, mas não dar voz aos catadores. Apenas nós sabemos o que passamos, o que vivemos no dia a dia. A Arsele é uma grande família, temos ao todo 49 famílias agregadas ali. Nós vendíamos 7 toneladas na época da coleta seletiva, e agora a gente só vende 2 toneladas. A gente é feliz, mas a gente sonha com 3 refeições por dia.

Paulo Roberto Morais da Silva, catador da Associação Noemia Lazzarini

– Eu comecei trabalhar com 7 anos de idade, recolhendo ossos, enfrentando a rua como catador. Não é brincadeira, saímos de casa no clarear do dia, recolhemos 6 mil toneladas de material reciclável e que não vai pro aterro. Porém, isso não é pago para a gente, existe uma dívida conosco.

Lidiane Jaques, presidente da cooperativa União dos catadores e catadoras de Cruz Alta (Unicca)

– Temos uma cooperativa de catadores com 45 cooperados, uma conquista de anos de luta. A gente sabe que precisamos evoluir, mas temos que seguir esse trabalho, os catadores precisam receber por isso, pelo seu serviço, pois eles fazem o serviço mais bem feito e menos bem pago.

O Comitê pelo Meio Ambiente


O Comitê pelo Meio Ambiente tem o compromisso de fomentar e propor a mudança de comportamentos dos santa-marienses quanto ao tema proposto.

Com o slogan “Compromisso permanente com o futuro”, o grupo vai trabalhar de forma conjunta com a sociedade, as universidades e o poder público, buscando alternativas que possibilitem as práticas sustentáveis em Santa Maria.

 
 
 

Ricardo Lovatto Blattes

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Santa Maria - RS

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