CETRANS E ATU DISCUTEM FORMAS DE SUBSĆDIO PARA TRANSPORTE PĆBLICO
- Flora Quinhones
- 20 de mai. de 2021
- 3 min de leitura

A Comissão Especial de Transporte Público (Cetrans), esteve em reunião com a Associação de Transportadores Urbanos de passageiros de Santa Maria (ATU), nesta quinta-feira, dia 20. Estavam presentes, os representantes das empresas de transporte público. O objetivo da reunião foi questionar a visão dos empresÔrios sobre o atual modelo de transporte da cidade e quais melhorias podem ser feitas.
O vereador Ricardo Blattes, presidente da Cetrans também fez perguntas sobre o processo licitatório. Qual a relação das empresas com o Conselho Municipal de Transportes? Como é planejando o número e extensões das linhas de Ónibus? Além disso, o parlamentar perguntou sobre de que forma hÔ uma relação do transporte coletivo com o planejamento da cidade.
Todos os representantes manifestaram uma vontade de oferecer um serviƧo de qualidade, no entanto, isso tem um preƧo tarifĆ”rio. Para solucionar o problema, os empresĆ”rios apontaram ideias de subsĆdio para o transporte, assim como melhorias que devem estrar para a discação da temĆ”tica.
ManifestaƧƵes dos empresƔrios

Luiz Fernando Maffini (Salgado Filho), iniciou as respostas sinalizando a importĆ¢ncia de se ter vias preferenciais para Ć“nibus, onde o veĆculo possam aumentar a velocidade e ter agilidade no atendimento aos passageiros. Sobre o conselho, ele considerou que a entidade tem atendido bem a sua função. Ele tambĆ©m fez uma sugestĆ£o de que a UFSM contribua com a busca de recursos para o subsĆdio do sistema jĆ” que esta diretamente ligada a circulação de estudantes.

JÔ Victorino Saccol (Expresso Medianeira), explicou que as linhas de transporte foram feitas a partir de negociações com a UAC e a necessidade da população. Ele relatou que 1/3 do valor que o usuÔrio paga pela passagem é para custear a gratuidade ou a redução de tarifa para outros usuÔrios. Lembrou também que a responsabilidade do transporte público é da Prefeitura Municipal e disse que, muitas vezes, essa responsabilidade recai sobre as empresas prestadoras de serviço. O empresÔrio considera que é fÔcil fazer um projeto, mas, na prÔtica, é preciso escutar as necessidades da população. Sobre as linhas suburbanas, Saccol pediu que a comissão tenha um capricho especial, porque no campo, a maioria das pessoas é idosa e tem gratuidade. Desta forma, é preciso encontrar outra maneira subsidiar o serviço.

Edmilson Gabardo (Gabardo), afirmou que as empresas sĆ£o apenas operadores e tudo o que for colocado no contrato como exigĆŖncia serĆ” cumprido, mas isso tudo tem um preƧo e quem paga Ć© o passageiro. "Se nós nĆ£o tivermos uma outra fonte de recurso, para o pagamento da tarifa, nós nĆ£o vamos conseguir ter um transporte coletivo razoĆ”vel", afirma o empresario. Ele estimou que hoje, a tarifa custaria quase 7 reais, ao somar as despesas do transporte coletivo. Gabardo tambĆ©m defendeu o reequilĆbrio econĆ“mico pago pela prefeitura para as empresas, após a redução de passageiros com a pandemia. O valor pago foi de 5,7 milhƵes, mais 18 parcelas de 157,2 mil. Mas segundo o empresĆ”rio, deste valor das parcelas, retorna por mĆŖs para a prefeitura, 80 mil reais de ISSQN. Por isso, ele fez um pedido para que a CĆ¢mara de Vereadores faƧa um estudo para incluir esse valo na tarifa da população.
O presidente da comissão, vereador Ricardo Blattes, reforçou que o objetivo da comissão é apontar soluções, jÔ que o transporte público municipal estÔ entre as competências exclusivas do Executivo. Na próxima semana, dia 27, às 9h, os edis receberão os taxistas.


