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Na manhã desta sexta-feira (10), a Comissão Especial criada para acompanhar o processo de licitação para o serviço de coleta e destinação de resíduos sólidos realizou reunião pública no Plenário da Câmara de Vereadores. Participaram da plenária o procurador do Ministério Público do Trabalho, Alexandre Ragagnin, o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Wagner da Rosa, o superintendente de Licenciamento e Controle Ambiental, Gerson Vargas Peixoto e a comunidade em geral. Em pauta, a situação de trabalho dos coletores de resíduos de Santa Maria.


O procurador do Ministério Público do Trabalho realizou uma apresentação sobre o sistema de coleta de resíduos sólidos urbanos domiciliares contratados pelo Poder Público na cidade. Conforme os dados apresentados, por mês, há uma estimativa de coleta de resíduos de 4.800 toneladas pelo sistema convencional e mais 1745 toneladas em contêineres. Quando esses números foram calculados com base na rotina laboral dos trabalhadores, a média diária de coleta por trabalhador no sistema convencional é de 3,4 toneladas.


Ragagnin ressaltou que esses profissionais estão expostos a diversos riscos, entre eles, físicos (questões ambientais), biológicos (materiais cortantes, vírus, parasitas), químicos (substâncias tóxicas), ergonômicos (postura e trabalho repetitivo), mecânicos (atropelamentos e risco de quedas) e sociais (falta de treinamento e horas extras). Diante desses ameaças, informou que, de 2016 a 2021, foram registrados 4 acidentes de trabalho envolvendo trabalhadores da coleta conteineirizada e 13 de coletores do sistema tradicional.


Conforme o procurador, a Constituição Federal assegura a todos os trabalhadores a redução dos riscos inerentes ao trabalho. Dessa forma, citou algumas medidas que podem ser adotadas para reduzir a exposição a acidentes laborais, são elas: ampliação de coleta mecanizada; instalação de contêineres subterrâneos; medidas administrativas (padronização de lixeiras, implementação de lixeiras coletivas, pontos de coleta de vidros, implementação de Ecopontos para o descarte de produtos químicos) e, por fim, a não realização do transporte de trabalhadores em estribos de veículos utilizados para a coleta.

Alexandre Ragagnin

Outro tema abordado por Ragagnin foi a situação dos catadores de materiais recicláveis. Lembrou que o Município paga às empresas da coleta convencional por tonelada recolhida ou por contêiner utilizado e, quando os catadores realizam o recolhimento dos materiais, esses reduzem o ônus ao erário público. “Temos que pensar numa inclusão social e produtiva dessas pessoas. Tirá-los da invisibilidade”, solicitou o procurador. Nesse sentido, destacou a necessidade de implantação de uma política pública conforme a Lei 12.305/2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos e prevê a contratação obrigatória das associações e cooperativas de catadores quando existentes.

Em um segundo momento, os vereadores realizaram questionamentos ao secretário de Infraestrutura e Serviço Público, Wagner da Rosa, sobre o termo de referência ao novo processo licitatório para o serviço de coleta e destinação de resíduos sólidos. O secretário informou aos edis que existe uma comissão trabalhando no novo termo para que se realize a licitação. “A nossa ideia é tentar abranger o máximo possível para melhorar todas as brechas do termo de referência anterior, que estaria em vigência até agosto de 2021, para tentar melhorar, contemplar fatos mais pontuais e direcionados.”


Sobre as questões apresentadas pelo procurador, o chefe da pasta de infraestrutura destacou considerar importante a criação de campanhas educativas para a destinação correta do lixo e a implantação de locais adequados para esse descarte. Outros pontos que o secretário disse que irá levar para discussão com a comissão são o investimento maior em coleta mecanizada e especificações na frota que realiza a coleta, com a inclusão de uma cabine para transportar a equipe. Ainda conforme Rosa, a geração de renda para os catadores, através de cooperativas, também será avaliada.

O relator da Comissão, vereador Ricardo Blattes fez questionamentos buscando entender quais alternativas estão sendo pensadas, de que maneira, em 4, 5 ou 6 anos a coleta seletiva funcione de maneira adequada na cidade. "Eu faço esses questionamentos em abstrato: de saber qual é o prazo, qual é o plano e qual é a ideia? Porque nós precisamos saber do poder público municipal, se há predisposição de nós avançarmos. Se não, a gente vai ficar aqui só discutindo".


Já o presidente do grupo na Câmara, vereador Givago Ribeiro, destacou que a comissão tem a missão de avançar nessas pautas. “Nós somos a Cidade Universitária. Nós geramos conhecimento capaz de apontar soluções. Nós deveríamos, inclusive, servir de modelo para o Brasil, quiçá para o mundo, dentro de soluções sustentáveis”, clamou Givago.


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A reunião foi transmitida, ao vivo, pela TV Câmara – canal 18.2 da TV aberta – e pelo YouTube: www.youtube.com/tvcamarasantamaria. Confira aqui.

A próxima plenária está marcada para o dia 17 de setembro, às 8h, no Plenário, e tratará sobre a gestão dos resíduos orgânicos. Também fazem parte da comissão os vereadores Danclar Jesus Rossato/ professor Danclar (vice-presidente) e Ricardo Blattes (relator).


Texto: Clarissa Lovatto com contribuição da assessoria do vereador Ricardo Blattes

Fotos: Flora Quinhones

 
 
 
  • 2 de set. de 2021
  • 3 min de leitura

Na tarde desta quinta-feira, dia 02, o vereador Ricardo Blattes renunciou ao cargo de 2º Vice-Presidente da Câmara de Vereadores de Santa Maria. Conforme preceitua o Regimento Interno, as funções de membros da Mesa Diretora cessam pela renúncia expressa, sendo efetivadas a partir de sua leitura na Sessão Plenária.

O desligamento vem em decorrência de uma série de episódios ocorridos após cobranças feitas por Blattes a Presidência, que embora relevantes, foram vistas como afronta pessoal pelo Presidente da Casa.


Importante dizer, que a Mesa Diretora da Câmara de Vereadores é formada proporcionalmente entre os membros das chapas eleita e não eleita. Blattes fazia parte da chapa derrotada, e por composição, assumiu a Segunda Vice-Presidente, cargo reservado para chapa não eleita. Ou seja, Ricardo Blattes não faz parte do grupo eleito e dessa forma não tem qualquer influência sobre nomeações ou pelo andamento administrativo e legislativo da Casa; no entanto, desde o início da gestão tem contribuído com sugestões e críticas ao andamento da Casa.


Ocorre que as cobranças feitas têm sido interpretadas equivocadamente como afrontas pessoais, quando, na verdade se tratam de encaminhamentos de problemas crônicos do andamento legislativo e que por sua vez, são responsabilidade da presidência administrar e resolver.


“Fazemos parte de grupos distintos. Temos ideias distintas sobre o andamento da Casa e a minha presença nas reuniões da Mesa não tem sido produtivas. Especialmente depois dos últimos episódios, há uma espécie de constrangimento do Presidente ao enfrentar questões encaminhadas, independente do seu objeto. Quero deixar claro que não faço parte dessa gestão e por isso renuncio o cargo da Mesa, garantindo assim maior liberdade para fazer os encaminhamentos, sem qualquer constrangimento.”


Usando a questão de ordem, Ricardo afirmou que as diversas solicitações administrativas que foram feitas, seguiram sendo cobradas.


Veja algumas proposições feitas pelo vereador que em um primeiro momento foram vistas como afronta pelo presidente, mas tiveram andamento por serem relevantes.


• EXONERAÇÃO DO ENFERMEIRO NA PROCURADORIA

No dia 23 de março foi feita cobrança sobre o enfermeiro na Procuradoria e a situação foi resolvida mais de um mês depois.


• CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

Blattes fez uma solicitação para que houvesse planejamento das ações realizadas pela Câmara a qual foi encaminhada via o memorando Nº 0105/2021/SG/ACC para elaboração do Termo de Referência.


• ENCAMINHAMENTO DE SOLUÇÃO DO PROCESSO JUDICIAL ATRAVÉS DA MEDIAÇÃO PARA A OBRA DA CÂMARA

No dia 28 de julho foi protocolado no Ministério Público do Estado a solicitação de auxílio do MEDIAR para encontrar soluções para o ”Novo Prédio” da Câmara de Vereadores que já está atuando na Ação Civil Pública e que objetiva a licitação do transporte público municipal.


No dia 13 de agosto foi protocolada petição dentro do processo judicial um pedido assinado pelo Procurador Jurídico da Câmara de vereadores solicitando a suspensão do processo por 60 dias diante da possibilidade de auxilio por parte do MEDIAR.


• ENCAMINHAMENTO PARA CONTRATAÇÃO DE ESTUDO DE VIABILIDADE DE TÉRMINO DA OBRA

No dia 24 de agosto sob o protocolo 7307/2021 foi solicitado pelo Chefe de Gabinete da Presidência que o Secretário Geral providenciasse a elaboração de estudos técnicos preliminares para verificar a possibilidade de retomada da obra de ampliação do prédio.


• ENCAMINHAMENTO PARA SOLUCIONAR O PROBLEMA DA FALTA DE ATAS DAS SESSÕES PLENÁRIAS.

Na sessão do dia 31 de agosto foram votadas as atas das sessões ordinárias dos dias 06 de maio, 11 de maio, 13 de maio e Sessão Especial realizada no dia 18 de maio de 2021. A pauta segue em cobrança.


• GRUPO DE TRABALHO PARA SOLUCIONAR O ANEXO V DO PLANO PLURIANUAL QUE TRATA DO PLANEJAMENTO DA CÂMARA DE VEREADORES

Foi feita uma portaria com os servidores da Câmara para adequar o PPA


• SOLICITAÇÃO PARA COMPRA DE NOVOS NOTEBOOKS

No dia 08 de Abril foi devolvido o notebook que havia sido disponibilizado ao gabinete e no mesmo documento foi solicitado que se fossassem adquiridos novos equipamentos, pois os aparelhos estavam obsoletos. Foi assinado dia 30 de julho de 2021 a aquisição de 24 notebooks ao preço total de R$ 123.000,00





 
 
 

Ricardo Lovatto Blattes

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