• Flora Quinhones

As pesquisas que podem ajudar a cidade

Atualizado: 1 de fev. de 2021

Na tarde desta quarta-feira (27), o Vereador Ricardo Blattes esteve em uma reunião com o Coordenador de Pós-Graduação da Universidade Federal de Santa Maria, Thiago Ardenghi. O objetivo foi estabelecer uma relação para que as pesquisas da UFSM possam contribuir com as demandas da cidade.


Foto: Flora Quinhones

Ardenghi enfatizou que a universidade deseja essa aproximação e que existem muitos projetos da pós-graduação que podem ser usados na comunidade, além daqueles que podem ser criados em conjunto. “O caminho inicial é ver em qual área a gente pode investir. Mas eu acho que falta conversar mais para saber onde o município precisa da universidade” colocou Thiago .


O professor também explicou que um dos itens de avaliação das pesquisas de pós -graduação é justamente o quanto aquele trabalho pode ser aplicado em sociedade. Exemplificando com projetos premiados da engenharia química, arquitetura e agronegócio. Ele também enfatizou que a universidade precisa comunicar a comunidade sobre os trabalhos que vêm sendo desenvolvidos e que podem ajudar em algumas regiões.


Blattes questionou sobre algumas áreas que ele vê como potencial para a aliança de projetos como meio ambiente, gestão de resíduos, cultura, e patrimônio histórico. Ardenghi, por sua vez, citou alguns trabalhos já em andamento e ainda acrescentou áreas como agronegócio e energias renováveis, além de considerar oportuno um trabalho conjunto sobre preservação do meio ambiente.


Thiago, que também é formado em odontologia e atua como professor na área, ainda sugere a saúde como um potencial para projetos na cidade, no entanto, existe um gargalo: “A falta de mapeamento da saúde e falta de conhecimento sobre as áreas é um problema para a gente que trabalha com gestão de conhecimento ou para fazer aplicação de estratégias públicas” identificou o professor. Desta forma, a conversa entre instituição de ensino e executivo se torna turva porque não há informações claras o suficiente para aplicação dos trabalhos desenvolvidos pelos pesquisadores da UFSM ou não existe um amparo do município depois da aplicação do projeto.


O vereador colocou o mandato à disposição para articular essa conversa entre as instituições: “Eu vim aqui para entender como a pós-graduação, se conectar com política pública e como podemos fazer isso. Se 10% da carga horária da educação têm que ser de extensão, então a gente tem um exército de pessoas que podem nos ajudar a pensar a cidade, por que não usar, sendo que nós temos isso aqui conosco, do nosso lado todos os dias” sugere Ricardo. “A gente não vai ter uma universidade forte, se a cidade não abraçar a UFSM”, completa Thiago.