top of page

Reunião pautada por demandas da cidade com Rodrigo Decimo

Atualizado: 1 de fev. de 2021

Na tarde de sexta-feira, dia 22, o vereador Ricardo Blattes realizou uma agenda com o prefeito em exercício, Rodrigo Decimo. A reunião tinha o objetivo de cobrar o posicionamento do executivo sobre o fim do contrato de transporte público, o que será feito do IPLAN e o andamento ao projeto sugestão de Economia Solidária, além de levar algumas demandas comunitárias.

Foto: Assessoria da prefeitura - Ariéli Ziegler

A grande preocupação com o transporte público

Blattes está preocupado com a pouca prioridade que a prefeitura vem dando ao fim dos contratos de transporte público. De acordo com o vereador, a situação de adiamento é grave! Se um plano de trabalho não for proposto e concluído em tempo hábil acordado entre ministério público e prefeitura, o MP pode impor multa diária para a gestão pública, ocasionando em uma grande dívida para quem assinar. “Isso pode gerar um colapso no transporte público”, coloca Ricardo. Por esse motivo, o vereador que é advogado e tem conhecimento jurídico aprofundado sobre a situação, explicou o cenário com detalhes ao prefeito e cobrou uma participação da prefeitura na audiência de conciliação de hoje, para que a situação não se agrave futuramente. “Estou trazendo essa problemática, que é uma preocupação de rigidez financeira pública. Eu sou um vereador de oposição, mas a minha oposição é construtiva para a gente achar uma solução”, afirma Blattes.

O vereador também cobrou sobre os encaminhamentos dados ao projeto sugestão que cria um conselho de mobilidade urbana, no qual tem caráter deliberativo e gestor de um fundo. Este captaria dinheiro de retorno do IPVA e parquímetro, INSS das empresas de transporte e multas de trânsito, aplicando-o em melhores condições de mobilidade. Esse projeto foi aprovado unanimemente na gestão do Coronel Vargas, na Secretaria de Mobilidade Urbana. Foi encaminhado, mas nunca entrou em vigor. O vereador explicou que a falta de um conselho e um fundo deste tipo, implica na impossibilidade de o município receber recursos federais. Como o programa Refrota, que subsidia os juros para financiamento dos ônibus. Uma vez que Santa Maria não tem esse recurso, as viaturas são pagas a preço de balcão e o valor que poderia ser menor, é diluído na tarifa. O vereador reitera: “Resolver o problema de falta e tempo agora, não é resolver o futuro. Tratar de mobilidade não é um assunto pra jogar pra frente, pois um projeto desses envolve planejamento maior”.

Ricardo ainda se colocou à disposição para discussão e está propondo uma comissão especial de mobilidade urbana, com o objetivo de fazer um tensionamento maior através da Câmara de Vereadores em prol da construção de uma política pública conjunta. “Eu sei que a pandemia tem muitas pautas, mas acho importante tratar isso com prioridade porque é de competência exclusiva do município e se não for pensada direito, pode colapsar lá na frente”.

Visão do executivo sobre o IPLAN

Blattes é um defensor ferrenho do Instituto de Planejamento de Santa Maria (IMPLAN), e é claro que não deixaria de trazer o assunto para o gabinete do executivo. A função do órgão, quando foi criado, era ser uma autarquia que pensasse o desenvolvimento da cidade a longo prazo. Mas após diversas gestões, o instituto teve mudanças de função e de nome. Desta forma, hoje não existe uma entidade que faça esse planejamento macro da cidade.

Decimo pede sugestões para resolução do IPLAN l Foto: Ariéli Ziegler

Décimo demonstrou interesse no tema, pois compartilha da mesma visão de que é importante se ter um órgão que planeje a cidade. “Nós temos a necessidade daqueles projetos micros que são construção de escolas e praças por exemplo. Seria bom, se fosse possível congregar isso em uma única estrutura, dentro do conceito de planejamento urbano”, coloca o prefeito pedindo a sugestão de Ricardo. Por sua vez, o vereador sugere que a Secretaria deva aprovar e fiscalizar os projetos. “Já o IPLAN, têm que fazer os projetos estratégicos grandes, atualização do plano diretor, e os projetos todos, assim como prestar serviço para para outros municípios e gerar uma receita extra”, sugere Ricardo.

Os impasses da Gare

Blattes trouxe sua posição sobre a situação da Gare. O vereador colocou que a probabilidade da prefeitura perder a ação no ministério público em relação ao projeto errôneo proposto, é quase inevitável. “A gente alertou que ia ter problema, se tivesse corrigido lá atrás, hoje não teria chegado onde chegou” afirma Ricardo. A sugestão do vereador é que se faça um projeto novo, com colaboração da CONPHIC, Coletivo Memória Ativa, Secretaria de Cultura e comunidade, assim a probabilidade de dar errado é pequena.

Economia Solidária

Ricardo cobrou a localização do projeto sugestão de agricultura urbana, proposto pelo Conselho de Segurança Alimentar e Nutrição de Santa Maria (CONSEA), e que prevê a criação de uma política pública de agricultura urbana, assim como um conselho e um fundo. “Isso envolve orçamento, e envolve Plano Plurianual. Eu estou na comissão de finanças e orçamento da Câmara, então eu acho importante pautamos isso”, preocupa-se Ricardo.

Conselhos municipais e seu fim

Ricardo preocupa-se com a falta de atividades regulares e o fim dos conselhos municipais que garantem o diálogo com a comunidade. O vereador cobrou uma solução para o problema e sugeriu que a administração dos conselhos fique concentrada em apenas uma secretaria, ou até mesmo no gabinete do vice-prefeito. Outra ideia, seria a criação de uma Casa dos Conselhos com parceria das universidades, onde estariam todos os registros e atas, para que desta forma, se constitua um diálogo transparente com a comunidade. Décimo por sua vez demonstrou gostar das ideias e manifestou: “Se a gente consegue construir o projeto a mais mão, quando chegar na hora da definição, é muito mais fácil as coisas se alinharem”.

Estrutura de escolas e mão de obra para a cidade

Uma terceira temática refere-se à estrutura de duas escolas. A primeira é o Colégio Marista Santa Marta que está posicionado em um terreno cedido por comodato pela prefeitura. O documento está vencido e a escola deseja investir no local, mas a insegurança de saber se o contrato será renovado ou não, deixa a diretoria receosa para tal. A demanda já foi encaminhada para o executivo, mas não andou, por isso, a cobrança do vereador para saber o procedimento de resolução. Ele também sugeriu, que se faça uma doação do terreno com encargos, assim a instituição se compromete a criar um serviço que contemplaria a região, como ensino médio.

A última demanda levada pelo vereador refere-se à Escola Sérgio Lopes, localizada na vila Renascença. Esta, fica chateada ao Arroio Cadena e perto de uma ponte. O principal problema, é que ali, não existe um muro, há apenas uma cerca. A situação implica em problemas de segurança infantil, já que muitas pessoas estranhas cruzam costeando a cerca, além de facilitar o acesso de muitos bichos que saem do córrego.

O pedido do vereador, vai de encontro a uma solução conjunta do município para a situação. A escola já dispõe de tijolos, mas falta mão de obra e materiais de alvenaria. A sugestão de Ricardo, é que o muro seja construído via um convênio chamado PAC, protocolo de ação conjunta, que prevê mão de obra realizada por pessoas que cumprem pena penitenciária no município. A sugestão também vai de encontro para solucionar o problema de manutenção e reforma de muitos espaços públicos. A principal vantagem, segundo Blattes, é o custo menor. Rodrigo acrescentou: “Mais do que barato, também tem um papel social de integração dos apenados e de formação. Tem uma finalidade mais ampla do que o custo”.

Blattes mostra fotos da cerca da Escola Sérgio Lopes para Decimo l Foto: Ariéli Ziegler

A reunião foi amistosa e Rodrigo aderiu com muita receptividade a todas as ideias e preocupações.

Blattes afirma: “Seria uma barbada fazer um carnaval com as informações que tenho, mas reforço, a minha oposição é construtiva. A gente precisa ter um plano de trabalho que converse com os poderes em exercício e com a comunidade. O a resolução dos transportes afeta grande maioria da população. O fim dos conselhos, afeta o andamento de muitos projetos e encontrar soluções para a manutenção de espaços públicos e históricos é dever do município. Por isso coloco o mandato à disposição para construirmos políticas públicas que funcionem de verdade”.


Posts recentes

Ver tudo
Tanto faz

Muito além do que anda sendo publicado sobre os resultados das pesquisas eleitorais de 2026 está o sentimento. A vida tá boa? Tá melhor do que estava? E a partir da eleição, qual o meu sentimento? Poi

 
 
 

Comentários


2018 Lab1188.jpg

Ricardo Lovatto Blattes

Escritórios

SCN  1 Bloco  E​    Sala 1617

Brasília - DF

Rua Floriano Peixoto, 1000/73

Santa Maria - RS

bottom of page