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  • 8 de nov. de 2022
  • 2 min de leitura

Na sessão desta terça-feira (08), os parlamentares aprovaram o projeto que instituí o evento “Nei Day”, a ser comemorado no dia 15 de novembro e incluído no Calendário Oficial de Eventos do Município e dá outras providências. A proposição é de autoria do colega de bancada vereador Valdir Oliveira, o proponente do projeto relatou que essa matéria parece simples, mas traz reconhecimento a um grande ator social de Santa Maria. Disse que o Nei Day é um dia de reflexão e de construção de lutas. “Nei de Ogum ainda é uma das personalidades mais marcantes de Santa Maria: negro, gay, pobre e periférico”. Com o voto contrário da vereadora Roberta Leitão, a matéria foi aprovada.





Quem foi Nei D´Ogum?


Vilnes Gonçalves Flores Jr, popularmente conhecido como Nei D’Ogum estudou em escolas públicas de Santa Maria. Durante sua vida profissional, trabalhou como guia turístico, auxiliar na fabricação de picolés e sorvetes, vendedor no comércio, auxiliar de pedreiro, garçom, consultor político e produtor cultural, mas o que mais marca sua trajetória é o ativismo das causas intimamente ligadas ao que ele é: negro, membro da comunidade LGBT e morador de periferia.


Foi Coordenador do Núcleo de Ações Culturais e Educativas do Museu Treze de Maio por 8 anos, foi bailarino do Grupo de Dança Afro Agbara Dudu e foi coordenador do Colegiado de Culturas Populares da Secretaria Estadual de Cultura do Estado do Rio Grande do Sul, e também um dos fundadores do Coletivo ARÁ DUDU, de arte e cultura negra. Idealizou o Festival Municipal de Artes Negras – FESMAN, o Concurso Beleza do Ébano e aMuamba. Esteve à frente, por vários anos, da organização das Paradas Livres na cidade e fez parte da Coordenação Geral do Coletivo Voe.


Praticante de religião de matriz africana e agitador cultural, Nei pertenceu à Comunidade de Terreiro Ilê Axé Ossanha Agué e foi articulador da 1ª Conferência Municipal e Regional dos Povos de Terreiro.


Estudante de Artes Cênicas da UFSM, onde ingressou como cotista afro aos 40 anos de idade, era defensor da cultura popular, dos espaços públicos e das artes de rua urbana. Foi secretario-geral da Associação das Escolas de Samba de Santa Maria e vice-presidente da Escola de Samba Arco Iris alén de ser padrinho do CO-RAP, Coletivo de Resistência Artística Periférica.


Em 2014, recebeu o Prêmio Diversidade RS, na categoria Cultura Negra, em Porto Alegre.


Nei D’Ogum era morador do Loteamento Cipriano Rocha e companheiro, há mais de 20 anos, de Ricardo Souza, Babalossain De Agué, com quem dividiu uma linda trajetória de lutas e amor. Nei foi um dos fundadores da Associação Comunitária do Loteamento Cipriano Rocha, do qual também foi secretário-geral.


Filiado ao Partido dos Trabalhadores desde 1984, foi candidato a vereador nas últimas eleições municipais, sonhando em representar os setores há muito tempo excluídos. Foi o 27º candidato mais votado (de 214), obtendo 1487 votos, tornando-se o 6º candidato mais votado do PT.


Em 2016, Nei foi premiado com a Comenda Zumbi dos Palmares entregue pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul e teve sua linda História e trajetória eternizada, também, no documentário “Pobre, Preto, Puto – PPP, exibido em rede nacional, pelo Canal Brasil, vencedor de diversas categorias do cinema e exibido nos mais diversos âmbitos local, regional, nacional e internacional.

 
 
 

Atualizado: 8 de nov. de 2022



Ao todo, serão 12 encontros nos quais os moradores poderão opinar e sugerir melhorias para as linhas de ônibus e a infraestrutura do sistema

A Prefeitura de Santa Maria definiu o calendário de reuniões públicas sobre o transporte coletivo. Os 12 encontros contemplarão todas as regiões e começam nesta quita-feira (3) pelo Bairro Camobi. Veja o calendário completo abaixo.

O objetivo é que a equipe do Executivo Municipal ouça as principais demandas das comunidades com relação ao serviço. Nessas ocasiões, a população poderá tirar dúvidas sobre o processo licitatório, que será lançado após a conclusão das reuniões. Uma audiência pública, de caráter formal, também ocorrerá antes do lançamento do processo licitatório, além das demais reuniões previstas. A data da audiência ainda será divulgada.

As reuniões também são oportunidades para os moradores contribuírem com os investimentos previstos pela Prefeitura para a infraestrutura do transporte coletivo, como os novos corredores de ônibus, terminais centrais para embarque e desembarque na Avenida Rio Branco e novas tecnologias, como aplicativo e outras formas de pagamento da tarifa.

PROGRAMA-SE

Reuniões públicas sobre o transporte coletivo

  • 3 de novembro (quinta-feira) – CTG Sentinela da Querência, no Bairro Camobi, às 19h

  • 7 de novembro (segunda-feira) – Escola Batista, no Bairro Salgado Filho, às 19h

  • 8 de novembro (terça-feira) – Colégio Marista Santa Maria, no Bairro Centro, às 19h

  • 9 de novembro (quarta-feira) – Salão Paroquial da Igreja Santa Catarina, no Bairro Itararé, às 19h

  • 10 de novembro (quinta-feira) – CAIC Luizinho de Grandi, no Bairro Lorenzi, às 19h

  • 11 de novembro (sexta-feira) – Sindicato dos Trabalhadores Rurais, no Bairro Centro, às 9h

  • 16 de novembro (quarta-feira) – Auditório C do Prédio 18 da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Bairro Camobi, às 19h

  • 17 de novembro (quinta-feira) – Escola Diácono João Luiz Pozzobon, na Vila Maringá, no Bairro Diácono João Luiz Pozzobon, às 19h

  • 18 de novembro (sexta-feira) – Escola Irmão Quintino, na Vila Caramelo, no Bairro Juscelino Kubitschek, às 19h

  • 21 de novembro (segunda-feira) – Piquete Manoel Pinto, no Passo das Tropas, às 19h

  • 22 de novembro (terça-feira) – Colégio Marista Santa Marta, no Bairro Nova Santa Marta, às 19h

  • 23 de novembro (quarta-feira) – Associação Comunitária, no Bairro Tancredo Neves, às 19h

Texto: Rafael Favero (Mtb: 20.291) Foto: João Vilnei (Mtb 18.086) Secretaria Extraordinária de Comunicação Prefeitura de Santa Maria

 
 
 

Professor Átila da Rosa explica a importância do projeto

Comissão Permanente de Constituição e Justiça, Ética e Decoro Parlamentar (CCJ) promoveu, na manhã desta segunda-feira (24), reunião pública para debater o Projeto de Lei de autoria do Executivo Municipal que cria o Monumento Natural Paleontológico Sanga da Alemoa - MONAlemoa, e dispõe sobre seus limites e dá outras providências.


A atividade foi coordenada pelo vereador Pablo Pacheco, presidente da CCJ, acompanhado dos vereadores Ricardo Blattes e Tubias Callil. Também compuseram a mesa de autoridades, o professor do Departamento de Geociências da UFSM, Atila da Rosa, e pelo secretário municipal de Meio Ambiente, Guilherme da Rocha.

Conforme o projeto, a criação do MONAlemoa (com área aproximada de 20 hectares) tem, entre outros objetivos, proteger os depósitos fossilíferos do Sítio Paleontológico Sanga da Alemoa; assegurar o desenvolvimento e a continuidade das atividades de pesquisa, geração do conhecimento científico e difusão da ciência; conservar as características geológicas e a geodiversidade e preservar a biodiversidade nativa.

O vereador Ricardo Blattes, relator da matéria na CCJ e proponente da reunião pública, fez um histórico da tramitação do projeto no Poder Legislativo. “Entendemos, na CCJ, que o projeto carecia de discussão pública mais ampla. Por isso, a proposição da reunião pública para que eventuais correções possam ser apresentadas ao longo do processo legislativo”, esclareceu.

O secretário municipal de Meio Ambiente, Guilherme da Rocha, destacou que, a partir de uma Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público Federal houve a convergência no sentido de proposição de uma unidade de conservação com objetivo de cumprir questões consignadas na referida ação. Explicou que houve o entendimento que a melhor categoria é o Monumento Natural Paleontológico justamente pela área compreender terras públicas e terras privadas.

O professor Atila da Rosa, professor do departamento de Geociências da UFSM, enfatizou a relevância do Sítio da Alemoa em razão de, no local, já terem sido coletados centenas de fósseis. Esclareceu que, após a Ação Civil Pública, a prefeitura e a UFSM foram instadas a proteger melhor o local e, assim, nasceu a ideia do monumento paleontológico. “Temos um dos mais importantes sítios de fósseis dentro da cidade e corremos o risco de perder se nada foi feito”, ponderou.

O projeto da criação do MONAlemoa já recebeu parecer pela normal tramitação na CCJ e está em análise na Comissão de Saúde e Meio Ambiente.

O site, com todas as informações do Projeto, você pode encontrar clicando aqui.


Os vereadores Getúlio de Vargas, Givago Ribeiro e Manoel Badke também participaram da reunião pública.



Texto: Clarissa Lovatto Fotos: Flora Quinhones


 
 
 

Ricardo Lovatto Blattes

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