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  • 9 de jun. de 2021
  • 2 min de leitura

Durante um ano, foi sinalizado à prefeitura que a Gare deveria ser destinada para cultura, educação e turismo. Nessa semana, a ação judicial assinado pelos advogados Ricardo Blattes e Giorgio Forgiarini contra a transformação da Estação Ferroviária em um centro comercial-gastronômico foi vencida. Desta forma, Ricardo foi a tribuna e lamentou que o poder executivo não tenha conversado com a sociedade e os membros do Coletivo Memória Ativa, que sinalizaram o erro de postura da prefeitura, quanto ao projeto para o principal patrimônio histórico da cidade.


Em nota a prefeitura declarou: "A prefeitura de Santa Maria acata a decisão judicial e não recorrerá da sentença. Para tentar resolver o problema histórico da Gare, um compromisso assumido por esta gestão, o Executivo municipal trabalhará para lançar um processo licitatório, mesmo que com trâmites que exijam mais prazo do que aquele que estava sendo buscado pelo Município e que foi contestado junto à Justiça, para a exploração cultural e econômica do local."


Blattes sinalizou que a prefeitura teve um ano para organizar uma segunda alternativa para a Gare. "Numa hora dessas, é o gosto amargo da vitória. Ganhemos! Mas durante um ano, em que o judiciário ficou debruçado, o poder executivo impetrou recursos, agravos, se debatendo pra dizer que tava certo, quando não estava. Chega de análise preguiçosa. É mais que chegada a hora, que o Poder Municipal de Santa Maria venha conversar com a população. Soluções magicas não existem. O problema da Gare é sério. E ninguém está se esquivando de conversar", afirma o advogado.


Sobre a soluções para o que deve ser feito a edificação, Ricardo defendeu que o valor do patrimônio Histórico deve ser considerado como um ativo para a cidade. "A comunidade dos anos 90 lutou muito para que aquele espaço fosse dedicado a educação, cultura e turismo. Temos em Santa Maria, na avenida Rio Branco um dos maiores da América Latina, conjuntos de Art Decó, temos prédios históricos na Vila Belga. Porque não considerarmos que isso é um ativo? Porque não, tratarmos de um centro de economia criativa, ligado a cultura, ligado a arte?", sugere o vereador.


Ao final, o vereador fez um apelo para que a Câmara seja protagonista e chame a comunidade para fazer essa discussão. Ele pediu para que os vereadores membros da Comissão da Educação e Cultura para se poder fazer um debate amplo, plural, com diversidade sobre o que vai ser feito com a gare e os prédios Históricos da cidade.


Confira defesa na íntegra



 
 
 
  • 9 de jun. de 2021
  • 1 min de leitura

Na sessão ordinária desta terça-feira, dia 08, foi discutido e votado em Plenário o Projeto de Lei que trata sobre a liberdade econômica do município. Em tribuna, o vereador Ricardo Blattes defendeu que o PL é mais um exemplo do que significa "ir passando a boiada".

Apesar de ser contra a resolução, o edil acrescentou emendas para que o projeto fosse menos prejudicial à cidade. São emendar que alteram os princípio da lei, e que dão um respaldo para aqueles empreendedores que se preocupam com os impactos sociais da abertura de um empreendimento. Veja:


Art.1º Acrescenta o inciso VII ao Art. 2º com a seguinte redação:

VII - A redução da desigualdade social no âmbito do Município


Art. 1º Acrescenta o inciso I, alterando a respectiva ordem sequencial, ao Art. 2º com a seguinte redação:

I - A valorização social do trabalho e a função social da propriedade;


Blattes também pontuou que existem coisas boas no projeto, mas ressaltou a ilusão que a expectativa desse projeto apresenta. "Desburocratizar e acelerar como está sendo proposto não significa que nós teremos garantia de emprego e o avanço econômico de Santa Maria".


Confira discurso na íntegra:



 
 
 

No início da tarde desta sexta-feira, dia 04, Blattes trouxe ao programa #Hora13 do Canal da Resistência, Andrey Rosenthal, Ex-Diretor do Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização do IPHAN. Ativista e professor do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília


O objetivo da conversa foi discutir sobre o que pode ser feito para preservar e defender o Patrimônio Histórico brasileiro e qual a sua importância socio-cultural para a comunidade.


Durante o diálogo houveram diversas intervenções de ex-alunos do professo que chegou a dar aulas no curso de Arquitetura e Urbanismo na UFSM. Desta forma, a discussão pode ser aproximada da realidade de Santa Maria, que tem em pé o maior conjunto contínuo de Art Déco da América Latina (segundo das Américas). Sobre o assunto, o especialista falou um pouco sobre o histórico da Avenida Rio Branco, e a construção da região ferroviária como um espaço importante de valorização para a cidade, assim como edifícios feitos para a "cidade universitária" que assumem uma arquitetura mais moderna. Aproveitando a oportunidade, Andrey também deixou uma mensagem para a administração municipal, na qual ele diz ser um dos principais ensinamentos que da aos seus alunos.

"Prefeito, não fique preocupado com o turismo da cidade. Faça sua cidade ser boa para o cidadão. Se a cidade tiver calçada, tiver acessibilidade. Se a praça tiver limpa, iluminada, segura e as pessoas gostarem de andar nas ruas da cidade. Pode ter certeza que vai ter muito turismo. Se inverter e achar que vai ter que construir coisas para trazer turista. Os turistas vão para as coisas originais. Eles vão para onde de fato está oferecendo qualidade. A gente tem que defender sempre uma arquitetura de qualidade. A cidade é o bem mais coletivo que o ser humano, até hoje conseguiu construir. E é o nosso, mais precioso bem cultural", afirma o arquiteto.


Além disso, a conversa tratou sobre a importância e relevância de se usar o recurso de tombamento para a preservação histórico-cultural de um patrimonio. Sobretudo, ressaltou o dever dos estados e municípios garantirem politicas publicas para que esses imoveis não sejam deteriorados ao longo do tempo. O arquiteto também fez criticas à forma como o atual governo vem adotando uma política de desmonte dos órgãos públicos que tratam da temática. Andrey que ocupou o cargo de Diretor do Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização (IPHAN), lamenta o fato dê o órgão que antes tinha um corpo de profissionais qualificados, ter se tornado um local de ''cabide de empregos'', que hoje tem em sua administra;áo, um pastor.


"Um país que assume que não tem Ministério da Cultura. Já começa por aí se perceber o quanto está errado. E depois colocaram a cultura no turismo, na mão de pessoas totalmente desqualificadas e não foi surpresa quando imediatamente toda a estrutura de defesa pelo patrimonio histórico nacional, onde trabalhei por 9 anos. Digo estrutura de técnicos com formação específica, que foram substituídas por pessoas que não tem a mínima condição", manifesta o ex-Diretor do Iphan.


Mesmo com o momento ruim, Andrey acredita na reestruturação da defesa pelo patrimônio histórico nacional a partir de novos debates que devem começar já no ano que vem, e acompanhar as propostas de um novo governo que valorize a cultura do país.


Confira live completa


Currículo Andrey Rosenthal

Universidade Federal de Pelotas (1987), mestrado em Arquitetura pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1994) e doutorado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo (1999). Atualmente é professor Titular da Universidade de Brasília. Tem experiência na área de Arquitetura e Urbanismo, com ênfase em História da Arquitetura e Urbanismo, atuando principalmente nos seguintes temas: de preservação do patrimônio cultural, arquitetura brasileira, arquitetura no Rio Grande do Sul e arquitetura e urbanismo em Brasília. Dedica-se também às questões relacionadas com a melhoria do Ensino de Arquitetura e Urbanismo. Participou da Comissão Assessora de Avaliação da Área de Arquitetura e Urbanismo do ENADE; da Comissão Consultiva de Arquitetura e Urbanismo da Rede de Agências Nacionais de Acreditação (RANA) do Sistema de Acreditação do Mercosul; foi consultor do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras para a área de Arquitetura e Urbanismo; Membro da Comissão de Arquitetura do INEP-Confea; e Diretor da Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo (ABEA). Foi Diretor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UnB (2004-2011), Coordenador da Área de Arquitetura e Urbanismo e Design da CAPES (2011), Bolsista de Produtividade em Pesquisa 2 e Diretor do Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização do IPHAN (2011-2019).

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Desde o início do mandato, o vereador Ricardo Blattes se propôs a elevar o debate da política em Santa Maria. E embora essa seja a primeira viagem do edil pela Câmara de Vereadores, o parlamentar já demonstra sua capacidade de se destacar trazendo conversas de caráter nacional com figuras importantes da política brasileira e que ajudam no desenvolvimento de propostas para o município. O programa Hora13 acontece toda sexta-feira, às 13h. E pode ser assistido pelo Youtube do Canal da Resistência (Aqui) ou pelo facebook blattes.pt (Aqui).

 
 
 

Ricardo Lovatto Blattes

Escritórios

SCN  1 Bloco  E​    Sala 1617

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Santa Maria - RS

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